15/11/2011

Fotos Fliporto 2011 - I



Fliporto 2011 acaba hoje. Foram 5 dias de cultura, educação, debates, filmes, ecologia, música, novidades digitais, entre outras.
Na minha opinião, a escritora árabe libanesa Joumana Hadad, que lançou seu livro "Eu matei Sherazade - confissões de uma árabe enfurecida"*, livro que descreve sua trajetória como mulher árabe que não cedeu às pressões machistas, culturais, sociais e religiosas, foi o destaque da feira, servindo de inspiração para muitas outras mulheres oprimidas pelo mundo.
Veja a primeira postagem com fotos da Fliporto 2011, realizada em Olinda-PE, na Praça do Carmo.

* leia sinopse neste blog

Joumana Hadad foi o destaque da Fliporto: aplaudida 
de pé (na foto, com Sílio Boccanera)

 Pavilhão principal

 Joseane Duque com Geneton Moraes Neto

 Espaço Sebo

 Fotografia lambe-lambe com o argentino Daniel

 Joseane com Sílio Boccanera

 Geneton Moraes Neto e Carlos Bayma

 Livraria na Fliporto

Exposição de Fotografias

13/11/2011

Liberdade Crônica - Maria Paula


(Faces Editora | 2011 | 123 folhas | 29,90 reais)

Sumário - Maria Paula por Maria Paula; Prefácio; Atitude Maria Paula; Liberte a sua emoção; Infância roubada; Paternidade e limites; Educando com amor; Pérolas aos porcos; Com o predador no cangote!; Crime e loucura; O furo da notícia; Reciclando tudo; Mãe compra; Peruas de oncinha; Diga-me com quem andas; Civilize seus trogloditas; A verdade liberta; Bussunda, nossa grande estrela; Surfando na blogstera; O Aleph; O país da construção em ruínas; Atitude Afeto - No túnel do tempo; O som e o sonho de cada um; Honrando os que já se foram; Ritual já! O melhor da vida; Mimetismos; A roda dos inocentes; O maior amor do mundo!!!; Mulheres Extraordinárias; Colinho de mãe; Os sons da alma; Uma boa noite de sonho; Tarja Preta; A lição da impermanência; Os novos papéis nas velhas famílias...; Mulher Atitude - IPL; Armadilhas do feminismo; Mamãe leoa; Espelho, espelho meu...; Musas do verão; A fagueira das vaidades; Mães e filhas da mesma geração; As mulheres e a história; Labirintos da imagem; Poder feminino massacrado; O melhor de ser mãe são os filhos; O mamasutra; Mulher desdobrável; Não se preocupe, seja feliz; Agradecimentos.

Eu matei Sherazade-Confissões de uma mulher árabe enfurecida - Joumana Haddad

(Editora Record|2011|144 folhas|29,90 reais)

Amanhã a autora estará às 19:00 hs na Fliporto conversando com o jornalista Silio Boccanera, falando sobre esse livro. Estaremos lá com certeza.

Sobre o livro, ele chegou a ser homenageado por Mario Vargas Llosa: “Um livro corajoso sobre uma mulher no mundo árabe. Ele abre os nossos olhos, destrói preconceitos e é muito divertido”.

A obra cria uma espécie de perfil que implica sobre o papel feminino na restritiva cultura árabe, tomando como alvo Sherazade, suposta heroína feminista. Mas do que isso: trata-se de uma narrativa autobiográfica que tem a literatura como um dos pontos de construção

06/11/2011

Contra um mundo melhor - Ensaios do Afeto de Luiz Felipe Pondé

(Editora Leya do Brasil|2010|218 folhas|39,90 reais)

É um grito de libertação à patrulha do bom-mocismo que encaramos hoje em dia. Não é um livro otimista ou reconfortante – mas talvez você se sinta aliviado ao conhecê-lo. Vai descobrir que não precisa gastar tanta energia tentando acreditar em si próprio, satisfazer os outros ou atingir a felicidade.  Abaixo, alguns trechos que adorei:

Tenho uma ética afinal de contas. Mas ela nada vale para quem se preocupa com ética. Mas eu, como já disse antes, não confio em pessoas éticas. Minha ética começa aqui: sempre parto do princípio de que serei um derrotado ao final, pouco importa o que eu faça. Nesse sentido, a autoconfiança tem em mim o mesmo efeito que os odores que emanam dos corpos nos necrotérios: o cheiro de um sonho risível de futuro.

Guia Politicamente Incorreto da História do Brasil - Leandro Narloch

(Editora Leya do Brasil| 2011|304 folhas|39,90 reais)

Santos Dumont não inventou o avião. A origem da feijoada é europeia. Aleijadinho é um personagem literário. Zumbi tinha escravos. Essas são algumas máximas defendidas pelo jornalista Leandro Narloch em seu livro “Guia Politicamente Incorreto da História do Brasil” (Ed. Leya, 319 páginas).

A pesquisa do autor, de 31 anos que já foi repórter da revista "Veja" e editor da "Aventuras na História" e da "Superinteressante", pretende desvendar algumas máximas históricas que aprendemos desde o primário com os livros didáticos. 

A primeira hipótese levantada por Narloch é que os índios já se matavam em guerras travadas internamente muito antes dos portugueses chegarem aqui. Os tupi-guaranis, por exemplo, lutavam com outras tribos para expandir seu território de norte a sul do Brasil.

Quase Memória - Carlos Heitor Cony

(Editora Ponto de Leitura|2010|280 folhas|21,90 reais|livro de bolso)

Quase memória' explora o território entre a ficção e a memória a partir das reminiscências do autor sobre o pai morto. Nele, Cony mapeia minuciosamente a relação pai e filho - os sentimentos contraditórios, as alegrias e tristezas que não se esquecem, o afeto incondicional e, acima de tudo, a cumplicidade.

No livro, o autor transformado em personagem recebe um inusitado embrulho. A chegada desse embrulho não era estranha, visto a mania constante do pai de mandar pacotes para onde quer que fosse, desde que algum conhecido, mesmo que remoto, fosse para lá.
O detalhe sinistro é que o pai de Cony, morto havia dez anos na ocasião de entrega, dessa vez tinha providenciado uma origem particular para a encomenda: o além.

05/11/2011

Diário de Luto - Roland Barthes

(Editora WMF Martins Fontes|2011|264 folhas|42 reais)

Para além da “simples generalidade edipiana” ou da “generalidade ainda mais estereotipada e vulgar homossexual que mora com a mãe”, a relação com sua mãe, para o crítico e semiólogo Roland Barthes (1915-1980), foi “um amor totalmente pessoal, um amor de grande autonomia e plenitude nos conteúdos imaginários que desdobrava”.

O testemunho do discípulo Éric Marty, num livro de memórias, ajuda-nos a dimensionar a dor de Barthes com a perda de Henriette Binger. Um pesar, diz Barthes em Diário de luto, que é “caótico, errático, e assim resiste à ideia corrente – e psicanalítica – de um luto submisso ao tempo, que se dialetiza, se desgasta, ‘se arranja’.

O diário começa um dia após a morte, vai de outubro de 1977 a

A Vida que Vivemos - Patti Davis

(Editora Larousse|2011|240 folhas|29,90 reais)

O livro trata do relacionamento entre mãe e filha, da simbiose que existe entre elas desde o nascimento. Mas pode ser interpretado como uma reflexão sobre os nossos sentimentos, sobre como encaramos o nosso dia a dia com as pessoas. Particularmente a autora pesquisou sobre o relacionamento entre mãe e filha, mas em entrevista ela fala da grandeza de se entender esse sentimento para viver plenamente os outros relacionamentos, com suas imperfeições, com seus atos e baixos, com a irritação que às vezes nos assola, com o riso que corre fácil em nossos lábios quando vivemos o amor sem reservas, sem fronteiras.

Mesmo que nossas mães tenham partido, elas nunca saem de nós.  Nossas mães estão atrás de nós no espelho, seguem nossos passos, dão tapinhas em nossas costas.

A Arte da Vida - Zygmunt Bauman


[ Editora Zahar - MCPM | 2009 | 184 páginas | R$ 34,00 ]

Esse livro apresenta uma exposição das condições sob as quais as pessoas escolhem seus projetos de vida, das limitações que podem ser impostas a essas escolhas e do entrelaçamento de planejamento, casualidade e caráter que molda sua implementação. A obra também faz um estudo de como a sociedade - a sociedade contemporânea de consumidores, líquida e individualizada - pode influenciar a forma como as pessoas constroem e narram suas trajetórias.

Zygmunt Bauman, sociólogo polonês, iniciou sua carreira na Universidade de Varsóvia, onde ocupou a cátedra de sociologia geral. Em 1968 emigrou, reconstruindo sua carreira no Canadá, Estados Unidos, Austrália e Grã-Bretanha, onde em 1971 tornou-se professor titular de sociologia da Universidade de Leeds, cargo que ocupou por vinte anos. 

501 crimes mais notórios - Paul Donnelley


[ Editora Larousse do Brasil | 2011 | 544 páginas | R$ 99,00 ]

Assassinatos, de todos os tipos, estampam as páginas do livro "501 Crimes Mais Notórios". Ao mesmo tempo tensa e impactante, a ideia de reunir histórias obscuras, perversas e, sobretudo, reais, fascina e chama a atenção do público que se interessa pelo bizarro comportamento humano e busca entender as razões e circunstâncias de casos quase fantasiosos.

Não é para menos que a literatura e o cinema se baseiam em muitos dos fatos ocorridos para ilustrar o ficcional, como no caso do esquisito homicida Ed Gein. Desde criança, perturbado e maltratado pela mãe (édipo explica?), o assassino colecionava crânios e usava as peles de pessoas para produzir máscaras e enfeites para sua casa. Deste fato, o personagem perseguido no filme "O Silêncio dos Inocentes", apresenta uma dose dessa influência.

Durante os dez capítulos que compõem o livro, o autor Paul Donnelley descreve com precisão todo o cenário e os acontecimentos relacionados aos crimes. São relatos de serial killers, ladrões, massacres, crimes políticos e

04/11/2011

Um Novo Mundo: o despertar de uma nova consciência - Eckhart Tolle


[ Editora Sextante | 2007 | 272 páginas | R$ 24,90 ]

Mais do que em qualquer outra época de sua história, a humanidade tem hoje a chance de criar um mundo novo - mais evoluído espiritualmente, mais pleno de amor e sanidade. Para Eckhart Tolle, autor de "O Poder do Agora", clássico da literatura espiritual, estamos vivendo um momento único e maravilhoso: "O do Despertar de uma Nova Consciência".

Ele nos mostra que o salto para essa nova realidade depende de uma mudança interna radical em cada um de nós. Precisamos nos livrar do controle do ego, pois essa é a fonte de todo o sofrimento humano. Sob seu domínio, somos incapazes de ver a dor que infligimos a nós mesmos e aos outros.

No momento em que despertamos, o pensamento perde a ascendência sobre nós e se torna o servo da consciência, que é a ligação com

A História Secreta da Al-Qaeda - Abdel-Bari Atwan


[ Editora Larousse Brasil | 2008 | 302 páginas | R$ 49,90 ]

Abdel-Bari Atwan estará na Fliporto-2011 (Olinda-PE)

Um livro que põe fim a uma série de comentários jornalísticos que seguiram aos atentados de 11 de setembro de 2001. Leitura tanto para quem quer saber mais sobre o Oriente Médio, quanto para qualquer pessoa interessada no futuro do planeta.

Jornalista palestino, há trinta anos radicado em Londres, onde edita o jornal Al-Quds Al-Arabi. Entrevistou longamente o terrorista Osama Bin Laden em 1996. É autor de A Country of Words (inédito em português) e de A história secreta da Al-Qaeda, publicado no Brasil pela Larousse.

O fim do FED de Ron Paul

(Editora É Realizações, 2011, 240 folhas, 33,00 reais)

Estamos enfrentando o mais significativo colapso financeiro desde a década de 1930, e, em vez de uma reavaliação fundamental dos mecanismos financeiros, a solução proposta é mais do mesmo. Em O Fim do Fed, o congressista americano Ron Paul chega à raiz do problema. Em linguagem simples e clara, ele usa história, economia e sua própria biografia, da infância até o Capitólio, para explicar como, por que e para quem o Federal Reserve manipula o sistema  financeiro norte americano já faz um século – e o que se pode fazer a respeito.

“[Ron Paul] Corretamente martela o ponto crucial de que as repetidas tentativas do Fed de suavizar os ciclos econômicos e criar uma

03/11/2011

Alça de Silicone - Maria do Carmo Marini

(Editora Laser Press, 2009, 136 páginas, 29 reais)

'Alça de Silicone' busca trazer para os leitores informações sobre a atuação do coach na ampliação e realização profissional da executiva moderna. Busca também sugerir saídas simples que tornem a vida menos dura.

Chega a mostrar como o conhecimento dos dados sobre saúde, relacionamento e vida familiar, ajuda na busca do ajuste e aprimoramento pessoal e profissional, com harmonia e equilíbrio interior, melhorando o planejamento da vida e o traçado de objetivos e metas.

A vida em tons de cinza - Ruta Sepetys

(Editora Arqueiro, 2011, 240 páginas, 19,92 reais)

Lina Vilkas é uma lituana de 15 anos cheia de sonhos. Dotada de um incrível talento artístico, ela se prepara para estudar artes na capital. No entanto, a noite de 14 de junho de 1941 muda para sempre seus planos.

Por toda a região do Báltico, a polícia secreta soviética está invadindo casas e deportando pessoas. Junto com a mãe e o irmão de 10 anos, Lina é jogada num trem, em condições desumanas, e levada para um gulag, na Sibéria. Lá, os deportados sofrem maus-tratos e trabalham arduamente para garantir uma ração ínfima de pão.

Nada mais lhes resta, exceto o apoio mútuo e a esperança. E é isso que faz com que Lina insista em sua arte, usando seus desenhos para enviar mensagens codificadas ao pai, preso pelos soviéticos.