Mostrando postagens com marcador morte. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador morte. Mostrar todas as postagens

07/10/2011

As intermitências da morte - José Saramago

(Companhia das Letras, 208 fls, 43,00 reais)

Este foi o primeiro livro que li de Saramago. E  o primeiro ninguém esquece. Uma estória surreal que somente um grande mestre pode criar. Alguém já pensou um dia ver a Morte fazendo greve? E as implicações na Igreja, no Estado e na vida das pessoas? 

"Não há nada no mundo mais nu que um esqueleto", escreve José Saramago diante da representação tradicional da morte. Só mesmo um grande romancista para desnudar ainda mais a terrível figura.

Apesar da fatalidade, a morte também tem seus caprichos. E foi nela que o primeiro escritor de língua portuguesa a receber o Prêmio Nobel da Literatura buscou o material para seu novo romance, As intermitências da morte. Cansada de ser detestada pela humanidade, a ossuda resolve suspender suas atividades. De repente, num certo país fabuloso, as pessoas simplesmente param de morrer. E o que no início provoca um verdadeiro clamor patriótico logo se revela um grave problema.

02/10/2011

Podemos Dizer Adeus Mais de Uma Vez - David Servan-Schreiber

(Editora Fontanar, 140 folhas, 22,00 reais)

Receita para a boa morte

Em Podemos Dizer Adeus Mais de Uma Vez, o psiquiatra francês David Servan-Schreiber relata seus últimos meses de vida. Tocante e espantoso.

Aos 31 anos, completados em 1992, o médico David Servan-Schreiber descobriu um tumor agressivo no cérebro e recebeu um prognóstico assustador: dificilmente sobreviveria mais do que seis meses. No entanto, sobreviveu por mais 19 anos, estudou intensivamente para descobrir como poderia contribuir para a própria cura e criou um programa anticâncer baseado em evidências científicas, que transformou em livro e que o ajudou a fortalecer seu organismo para superar uma recaída anos mais tarde. Ganhador da Medalha Fig, concedida pela revista Le Figaro, "por ter conseguido ganhar tempo contra a doença e por ter transmitido a esperança".

David vendeu mais de um milhão de exemplares de Anticâncer, livro em que fala da importância de uma postura proativa do paciente, ao mesmo tempo em que defende o uso de terapias alternativas aliadas à medicina tradicional. "Anticâncer terminava com a confissão de que eu não sabia quanto tempo ainda viveria. Mas que, seja lá o que acontecesse, eu teria sido feliz por ter escolhido o caminho que consiste em