29/11/2011

Do Que Riem as Pessoas Inteligentes? Uma Pequena Filosofia do Humor - M.Geier

(Editora Record|2011|304 folhas|42,90 reais)

Nesta obra, o autor trata do humor como é visto e discutido pelos filósofos ao longo da história. Busca traçar a trajetória do riso na sociedade ocidental, a fim de esclarecer do que riam os filósofos célebres.

Imaginem se as obras de Platão não tivessem sido preservadas inteiramente e , em seu lugar , chegassem até nós apenas fragmentos de textos ou compilações de segunda mão, como ocorreu ao filósofo Demócrito.
Difícil saber se toda a história da filosofia ocidental seria, então, muito diferente. O fato é que possivelmente resultaria um pouco mais divertida e o riso seria muito mais do que um mero acessório na longa trajetória da cultura ocidental em busca da verdade. Este é o principal argumento do autor, linguista tcheco, que narra como o riso foi expurgado ou exorcizado pelos filósofos notáveis.

Minha Guerra Alheia - Marina Colasanti

(Editora Record|2010|288 folhas|40 reais)

Marina Colansanti  era a “guru” na minha adolescência. Os seus artigos na Revista Nova sobre a mulher, independência, liberdade sexual, foram marcantes .

Este livro contra a trajetória de Marina Colasanti, que começou em 1936 quando as tropas italianas tomaram Addis Abeda, capital da Etiópia. Ex-ator, com gosto pela guerra, Manfredo Colasanti mudou-se com a família para a cidade de Asmara, onde nasceria Marina em 1937. A menina observadora, que mais tarde se tornaria uma escritora da literatura brasileira, guardou na memória as imagens, os cheiros, os sabores e as cores da África - não só de Asmara.

Repressão e Resistência:Censura a Livros na Ditadura Militar - Sandra Reimão

(Edusp/Fapesp|2011|184 folhas|78,00 reais)

Entre 1970 e 1988, durante a última ditadura militar no Brasil, mais de 140 livros nacionais chegaram a sofrer censura prévia. A partir do estudo dos atos censórios do Departamento de Censura e Diversões Públicas (DCDP), uma pesquisadora da Universidade de São Paulo (USP) sistematizou pela primeira vez uma listagem das obras de ficção censuradas, além de identificar e analisar, a partir de alguns casos particulares, os mecanismos de censura utilizados.

Os resultados do estudo estão sintetizados no livro Repressão e resistência: Censura a livros na ditadura militar, de Sandra Reimão, professora da Escola de Artes e Ciências Humanas (EACH) e do Programa de Pós-Graduação em Ciências da Comunicação (PPGCOM) da Escola de Comunicações e Artes (ECA) da USP. O livro, que teve apoio da Fapesp na modalidade Auxílio à Pesquisa – Publicações, será lançado no dia 7 de dezembro, às 18h30, na Livraria Martins Fontes, na Avenida Paulista, em São Paulo.

Caminhar para si - Marie-Christine Josso


(Editora Edipucrs| 2010 | 340 folhas | 40 reais)

Mediante a metodologia do livro, a interpretação das experiências de uma vida pode abrir o caminho para uma reflexão sobre a formação.

Segundo a obra, a narrativa de vida serve de fundamento ao processo de pensamento, de formação e de projeto de inserção social.

Momento presente entre a exploração dos recursos e falhas herdadas do passado e a projeção de si nos possíveis, o procedimento de narrativa de vida em formação pretende dar ao seu autor uma responsabilidade e uma implicação em sua formação e, assim, autorizá-lo a instituir-se como sujeito no devir de sua comunidade.

Virginia Woolf: a medida da vida - Herbert Marder


(Editora Cosac Naify | 2011 | 584 folhas | 61,60 reais)

Guiado pelos escritos deixados por Virginia Woolf (principalmente seus diários e cartas), Herbert Marder compôs uma biografia da autora em dezoito capítulos.

O livro concentra-se nos últimos dez anos de vida de Virginia Woolf, até seu suicídio, em 1941, durante a Segunda Guerra Mundial. Apesar de fundamentada numa pesquisa histórica e documental, a narrativa de Herbert Marder busca ser clara e fluente.

A obra destaca a participação da escritora nos acontecimentos políticos da época, sua revolta contra a discriminação das mulheres e a interação com os amigos que formavam o

26/11/2011

Os Infinitos - John Banville


(Editora Nova Franteira | 2011 | 276 páginas | 32,90 reais)

O renomado matemático Adam Godley está no leito de morte cercado por sua família - o filho Adam, que luta para manter seu casamento com uma bela atriz, a esquisita filha Petra de dezenove anos de idade, a esposa Ursula, cujas relações com os filhos é considerada no mínimo tensa e o jovem namorado de Petra, mais interessado no pai do que na filha durante a visita.

Em torno deles pairam deuses maliciosos e irônicos, entre os quais Zeus, que tomou a forma de um velho e indesejável conhecido, e o onisciente narrador Hermes. Enquanto o velho Adam deixa para trás seus dias no plano terreno, esses seres sobrenaturais começam a causar confusão com consequências por vezes inesperadas.

Rosto no Escuro - Flávio Chaves


(Editora Livro Rápido | 2011 | 203 páginas | 30 reais)

Seria possível uma poesia atemporal? Seria possível fazer uma boa poesia com os símbolos cânones e valores de outra época que não a vida pelo poeta?

Ao ler os poemas de Flávio Chaves algum crítico poderia formular essas perguntas que não podem ser respondidas com sim ou não. Talvez o crítico lembrasse o fenômeno José Albano (tão admirado por Manuel Bandeira) que escrevia versos clássicos como se viesse antes de seu tempo, ou de Souzandrade, de período romântico, que escrevia poemas adiante do seu tempo.

Flávio Chaves é pernambucano de Carpina, filho de José Gomes Chaves Júnior e Maria de Lourdes Chaves Gomes, nasceu a 17 de outubro

22/11/2011

Ahmnat: Os Amores da Morte - Julien de Lucca


(Editora Gutenberg | 2011 | 368 folhas | 35,90 reais)

Ahmnat é uma garota egípcia que, depois de uma vida cheia de turbulências, tristezas e mágoas, assume - de forma extraordinária - a função de Morte e passa a viver entre este mundo e o além-vida. Mas ela não está sozinha. 

Logo conhecerá Destino, responsável por escrever as vidas mortais, que se surpreende ao vê-la no lugar de poderosa entidade. Destino propõe, então, um sádico jogo a Ahmnat - criará dez vidas mortais, humanos bem especiais, e tentará fazê-la se apaixonar por eles.

Se Ahmnat se apaixonar por qualquer um deles, ela volta para a Terra como mortal novamente, dando a oportunidade de

Piaf: uma vida - Carolyn Burke


(Editora Leya Brasil | 2011 | 392 folhas | 37,90 reais)

Criada entre um bordel, em uma caravana circense e em um bairro da classe trabalhadora parisiense, a cantora Edith Piaf começou a cantar nas ruas, onde foi descoberta pelo dono de um cabaré da Champs-Elysées.

'Piaf - uma vida' examina sua escalada à fama, seus casos amorosos e sua luta contra as drogas, o álcool e a doença, enquanto explora outras fontes para trazer informações sobre outros aspectos de sua vida, como os fatos de ter sido estudante de poesia e de filosofia e ter auxiliado a Resistência durante a Segunda Guerra Mundial.

21/11/2011

Os homens que não amavam as mulheres - Stieg Larsson

(Editora Companhia das letras|2010|528 folhas|31,50 reais)

O que torna um best-seller melhor do que os outros? Em primeiro lugar, a falta de um esqueleto muito evidente, em que as pontas estão amarradas demais, com nós de manual. Em segundo, personagens com mais de duas dimensões. E, por fim, a ausência de clichês e/ou modismos (como vampiros românticos ou enigmas históricos/religiosos).

"Os Homens que Não Amavam as Mulheres", do jornalista sueco Stieg Larsson, preenche bem esses requisitos. Magnético da primeira à última página, o ágil calhamaço vendeu milhões mundo afora, nas mais diversas traduções, e já está escalado para o cinema.

O sucesso é mais do que merecido. Fazia tempo que um best-seller não agradava igualmente público e crítica. A história tem elementos autobiográficos. Tal como o comunista Larsson, que foi editor da "Expo", uma revista cujo alvo era a execrável e racista ultra-direita européia, Mikael Blomqvist, personagem

Jornal Movimento - Carlos Azevedo,Marina Amaral e Natalia Viana

(Editora Manifesto|2011|336  folhas e um DVD|59,00 reais)

Além de resgatar a história dos seis anos e meio do jornal, que circulou até 1981, o livro traz documentos inéditos descobertos por uma equipe de pesquisadores. A edição ainda traz um DVD contendo os arquivos de todas as 334 edições publicadas, além de cadernos especiais, somando ao total mais de 8.600 páginas.

Periódico da oposição democrática, o Jornal Movimento contou com o apoio de 500 acionistas, entre jornalistas, intelectuais,

20/11/2011

O chamado do Monstro - Patrick Ness


(Editora Ática | 2011 | 224 folhas | 35,90 reais)

A escuridão, o vento, os gritos. Os olhos estatelados, a respiração entrecortada. É o pesadelo de novo, como em quase todas as noites depois que a mãe de Conor ficou doente. A escuridão, o vento, os gritos - e o despertar no mesmo ponto, antes de chegar ao fim. Tudo é tão aterrorizante que Conor não se mostra nem um pouco assombrado quando uma árvore próxima à sua casa - um imponente teixo - transforma-se em um monstro.

Além disso, ele precisa lidar com coisas mais urgentes e graves - o reinício dos tratamentos contra o câncer aos quais sua mãe terá que se submeter, a vinda da avó para 'ajudá-los', a permanente ausência do pai desde que ele foi morar com a nova família e a pesada perseguição na escola, da qual é vítima quase todos os dias. Tudo muito mais perturbador do que uma criatura feita de folhas e galhos.

Só que o monstro sabe que Conor esconde

19/11/2011

O Tempo e o Cão -a atualidade das depressões - Maria Rita Kehl

(Editora Boitempo Editorial|2011|304 folhas|39,00 reais)

"Há uma dívida generalizada do sujeito contemporâneo de nunca estar tão em sintonia com essa euforia que lhe é exigida"

Apesar de atender no consultório há 25 anos, faz apenas 6 que a psicanalista paulista Maria Rita Kehl começou a tratar casos de pacientes que se declaram deprimidos. Coincidentemente ou não, desde que passou a admiti-los, notou um crescimento da demanda por esse tipo de tratamento. Somados a essa experiência pessoal estão os dados. Na França, da década de 70 para a década de 80, o número de depressivos aumentou 50%. No Brasil, nos primeiros anos do século XXI, 17 milhões de pessoas foram diagnosticadas como depressivas.

18/11/2011

A Arte do Rock - Paul Grushkin

(Editora IBEP Nacional|2011|256 folhas|98,00)

O leitor poderá acompanhar, nesta obra, a viagem do historiador de rock Paul Grushkin pela coleção do diretor teatral Rob Roth, reunida por mais de 40 anos. As imagens de cartazes publicitários, capas de discos, crachás e outros itens de 'merchandising' do mundo do rock, catalogadas nas páginas deste livro, procuram despertar lembranças dos shows de rock dos anos 70, 80 e 90. Esta também é uma apresentação de algumas das produções artísticas que definiram a identidade visual de grupos e artistas musicais - Pink Floyd, Rolling Stones, Led Zeppelin, Queen, Elton John, The Who, David Bowie e Alice Cooper.

Em Algum Lugar do Paraíso - Luís Fernando Veríssimo

(Editora Objetiva|2011|184 folhas|36,90 reais)

Neste novo livro do mestre da narrativa curta brasileira, o leitor irá se deparar com situações inusitadas e questionamentos atemporais que permeiam a experiência humana.

Nas 41 crônicas selecionadas entre 350 para Em algum lugar do paraíso, todas inéditas em livro e escritas ao longo dos últimos cinco anos, Luís Fernando Veríssimo fala sobre a vida, a morte, o tempo, o amor, sempre com um ar nostálgico e repleto de reflexões acerca das escolhas feitas ao longo da existência.

A crônica que abre o livro traz Adão vivendo no eterno presente do